Grupo
étnico e racial Certos
grupos étnicos têm
maior
risco de ter AVCs que outros. Por exemplo, pessoas da África
ocidental e das Caraíbas têm o dobro do risco de ter um
AVC em relação a uma pessoa caucasiana.
Pessoas
com hipertensão
(pressão
arterial elevada
persistente, superior a 140/90 mm Hg) têm um risco de AVC 4 a
6 vezes
superior ao das pessoas com pressão arterial normal
(pressão arterial de ±120/80mm Hg). O
impacto da hipertensão,
no risco total de AVC, diminui com o aumento da idade.
Existem 2 tipos
principais de diabetes:
Diabetes
de tipo 1 ou dependente
de
insulina- quando o corpo
é
incapaz de produzir insulina, uma hormona produzida pelo
pâncreas que controla o uso de diferentes “combustíveis”
para a obtenção de
energia. Esta hormona é particularmente
importante porque
permite ao corpo
utilizar a glucose como energia, em vez das gorduras.
Quando não
há insulina, o
corpo não consegue usar nem armazenar o açúcar que
vem com a comida, o que
provoca um aumento dos níveis de açúcar na
corrente sanguínea (hiperglicémia).
Diabetes de
tipo 2 ou
resistente à
insulina- quando as
células do corpo são incapazes de responder à
insulina produzida pelo pâncreas.
O risco de
AVC provocado
por diabetes é mais elevado entre os 50 e 70 anos de idade e
depois diminui.
Este risco varia tal como a hipertensão, homens novos são
mais afectados que as
mulheres (com a mesma idade) e com o aumento da idade as mulheres
sofrem mais
que os homens.
Pessoas com diabetes podem
ter outros factores de risco (como a hipertensão) a contribuir
para uma
amplificação do risco de AVCs.
O colesterol
é uma
substância cerosa, produzida pelo fígado, vital para o
corpo. Ele contribui
para a produção de hormonas e vitamina D e é um
componente integral das
membranas celulares.
O sangue é um líquido de base aquosa que não se mistura com o colesterol (gorduroso/constituído por lípidos), por isso este tem de estar protegido por uma camada proteica para poder percorrer todo o corpo através da corrente sanguínea. Ao conjunto de colesterol e proteína dá-se o nome de lipoproteína.
Há
dois tipos de
colesterol: O conjunto dos dois
colesteróis forma o
nível
de colesterol total. Em análises
do nível de colesterol, menos de 200mg/dl é um bom sinal,
enquanto que mais de
240mg/dl pode ser preocupante.
Grande parte do colesterol que
circula na corrente sanguínea é LDL. Quando
há um excesso de
colesterol a circular no sangue, ele começa a depositar-se ao
longo da parede
interna das artérias. A acumulação deste LDL leva
ao endurecimento das paredes
arteriais e ele transforma-se em placas
arteriais
que bloqueiam os vasos sanguíneos, levando à arteriosclerose
e consequentemente a AVCs.
Quaisquer doenças
cardíacas, em especial as que produzem
arritmias, constituem factores de risco para AVCs. Um exemplo é
a fibrilhação
auricular,
um batimento irregular da aurícula
esquerda do coração. Pessoas com
fibrilhação auricular têm um batimento da
aurícula
esquerda 4 vezes superior ao do resto do coração, o que
leva a uma corrente
sanguínea irregular e à formação ocasional
de coágulos sanguíneos, que podem
viajar até ao cérebro. Esta condição
é mais prevalente em idosos. O risco de
AVC em pessoas com esta doença aumenta com a idade.
Outras
doenças cardíacas que aumentam o risco de AVCs incluem:
A cirurgia
cardíaca
também é um factor de risco. A cirurgia para corrigir
malformações do coração
ou reverter o efeito de doenças cardíacas, pode levar ao
deslocamento de placas
da aorta. Estas podem viajar até ao pescoço e
cabeça e
provocar AVCs.
3.
Factores
de risco do estilo de vida
modificáveis
Fumar
duplica
o risco de AVC isquémico. Isto acontece porque
fumar promove a
arteriosclerose e aumenta os níveis de factores de
coagulação do sangue.
Uso de
drogas ilícitas pode provocar AVCs. A
cocaína pode actuar sobre outros factores de risco
(hipertensão, doenças
cardíacas e doenças vasculares). A cocaína reduz a
corrente sanguínea no
cérebro, causa constrição vascular, inibe o
relaxamento vascular, causa arritmias cardíacas e
acelera o ritmo
cardíaco, podendo levar à formação de
coágulos. A marijuana diminui a pressão
arterial e, juntamente com outros factores de risco, pode causar
níveis de
pressão sanguínea flutuantes.