E. Terapia para
doentes com AVCs
O
tipo de terapia que um paciente com
AVC deve receber depende do
estado
da
doença. Há três níveis de
tratamento de AVCs: prevenção, terapia imediatamente
após o AVC e reabilitação
pós-AVC.
As
terapias para prevenir o primeiro AVC ou um
AVC recorrente baseiam-se no controlo dos factores de risco do
indivíduo, tais como
a hipertensão, a fibrilhação auricular e a
diabetes, ou
na prevenção da formação de
coágulos (correcção dos distúrbios da
coagulação sanguínea).
As
terapias de
AVC agudas
tentam parar o AVC enquanto este decorre, dissolvendo
rápidamente os
coágulos de
sangue ou parando a hemorragia.
O
propósito da
reabilitação pós-AVC é superar as
incapacidades provocadas pelo AVC.
Após
a
alta hospitalar a
família deve ficar atenta a eventuais complicações
que possam surgir, tendo em
atenção alguns sintomas, como por exemplo:
- Dor
no peito ou respiração mais curta;
-
Sangramento,
principalmente se estiver a tomar anticoagulantes,
já que se
estes forem
tomados sem controlo médico podem provocar hemorragias graves;
por isso, os
pacientes
que tomam anticoagulantes têm de fazer periódicamente
análises para
vigiar a coagulação.
- Dor
de estômago, indigestão ou soluços frequentes,
especialmente se estiver a tomar antiagregantes
como a
aspirina, que impede a agregação
das plaquetas
sanguíneas, mas que pode aumentar ligeiramente o risco de
hemorragia;
- Convulsões
ou perda de consciência;
- Febre;
- Alteração
do comportamento;
- Falta
de força;
- “Prisão
de ventre” prolongada.
A
reabilitação faz-se através
da:
-
Fisioterapia,
cujo objectivo é voltar a ensinar ao
paciente com AVC actividades motoras simples como andar, sentar, estar
de pé, deitar e também o processo de mudar várias
vezes o tipo de movimento;
-
Terapia ocupacional, cujo
objectivo é ajudar o
paciente a ficar semi ou completamente independente.
A
reabilitação é
possível graças à enorme
capacidade do cérebro em aprender e mudar. Hoje em dia sabe-se
que as células
de outras áreas do cérebro, que não foram
afectadas pelo AVC, podem assumir
determinadas funções realizadas pelas células da
área afectada. A este
fenómeno dá-se o nome de neuroplasticidade.