Lars Jansen, Investigador Principal do grupo de Mecanismos Epigenéticos no Instituto Gulbenkian de Ciência, foi distinguido com o Prémio Crioestaminal 2009, atribuído pela Associação Viver a Ciência (VAC). O prémio, no valor de 20 mil euros, é entregue no dia 24 Novembro, no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras.
O projecto galardoado, “Manutenção da Memória Epigenética pelas Histonas Variantes”, tem como principal objectivo adquirir uma compreensão ao nível molecular dos factores hereditários não genéticos (ou "epigenéticos"), que estão na base de vários processos biológicos que, quando anómalos, provocam diversas doenças congénitas e/ou somáticas, como por exemplo o cancro.
Lars dedica-se ao estudo da memória celular: de que forma é que, por exemplo, uma célula muscular se "lembra" do que é, ainda que os seus genes sejam os mesmos que os de um neurónio. A identidade de cada célula é herdada ao longo das divisões celulares, o que significa que, além dos genes, há algo mais que é transmitido.
A selecção do vencedor foi efectuada por um júri internacional, composto por especialistas de reconhecido valor em várias áreas da biomedicina, e oriundos de instituições como o Institut Pasteur e o Institut Cochin de França, o Imperial College London, a University of Bath e o King College London do Reino Unido e, ainda, a StemCells inc, o MIT e o Public Health Research Institute Center dos Estados Unidos.
Este é a segunda vez que Prémio Crioestaminal é atribuído a um cientista do Instituto Gulbenkian de Ciência. Em 2007, Mónica Bettencourt Dias, líder do grupo de investigação de Regulação do Ciclo Celular, recebeu o prémio pela proposta de um estudo sobre uma estrutura celular que poderá desempenhar um papel importante na infertilidade e no cancro.
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